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...é bom e eu gosto!

Aqui partilho o que mais gosto e me interessa; fotografias, decoração, arquitetura, inspirações, curiosidades, receitas, livros, viagens, boas ideias e espero que me ajudem com a vossa opinião e sabedoria...

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Poço Iniciático da Quinta da Regaleira

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 Poço Iniciático, que recebe este nome por se acreditar que aqui tinham lugar os rituais de iniciação à maçonaria, composto por um conjunto de galerias subterrâneas.

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  É uma galeria subterrânea com uma escadaria em espiral, sustentada por colunas esculpidas, por onde se desce até ao fundo do poço. A escadaria é constituída por nove patamares separados por lanços de 15 degraus cada um, invocando referências à Divina Comédia de Dante e que podem representar os 9 círculos do inferno, do paraíso, ou do purgatório. Segundo os conceituados ocultistas Albert Pike, René Guénon e Manly Palmer Hall é na obra 'A Divina Comédia' que se encontra pela primeira vez exposta a Ordem Rosa-cruz.

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 No fundo do poço está embutida em mármore, uma rosa-dos-ventos (estrela de oito pontas: 4 maiores ou cardeais, 4 menores ou colaterais) sobre uma cruz templária, que é o emblema heráldico de Carvalho Monteiro e, simultaneamente, indicativo da Ordem Rosa-cruz.

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 O poço diz-se iniciático porque se acredita que era usado em rituais de iniciação à maçonaria e a explicação do simbolismo dos mesmos nove patamares diz-se que poderá ser encontrada na obra Conceito Rosa-cruz do Cosmos.

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 A simbologia do local está relacionada com a crença que a terra é o útero materno de onde provém a vida, mas também a sepultura para onde voltará. Muitos ritos de iniciação aludem a aspetos do nascimento e morte ligados à terra, ou renascimento.

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 A existência de 23 nichos localizados por debaixo dos degraus do poço iniciático representava um dos muitos mistérios da referida construção. No dia 29 de Dezembro de 2010, o professor Gabriel Fernández Calvo da Escola Técnica Superior de Engenheiros de Caminhos, Canais e Portos da Universidad de Castilla-La Mancha em Ciudad Real, quando visitava o poço acompanhado de outros professores da UCLM, observou que os 23 nichos da Torre ou do Castro) em hasta pública.

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 O poço está ligado por várias galerias ou túneis a outros pontos da quinta, a Entrada dos Guardiães, o Lago da Cascata e o Poço Imperfeito. Estes túneis, outrora habitados por morcegos afastados pelos muitos turistas que visitam o local, estão cobertos com pedra importada da orla marítima da região de Peniche, pedra que dá a sugestão de um mundo submerso.

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 De toda a Qtª e seus lugares encantados, destaca-se o famoso Poço Iniciático que dá acesso às profundezas da terra  com  9  patamares da base até ao topo...  Ele tem uma enorme simbologia, pois na descida nos vamos confrontando com o nosso interior, os nossos temores, as nossas  trevas  da qual só saímos pela luz do conhecimento superior simbolizado no fundo do poço pela Cruz Templária formando uma roseta de 8 pontas (rosa + cruz) onde se fazia a Iniciação. 

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 Os poços revestem-se, em todas as tradições, de um carácter sagrado por realizarem uma síntese de três ordens cósmicas: céu, terra e inferno, e de três dos quatro elementos: água, terra e fogo, e também as 3 vias conhecidas por  'Via Húmida', 'Via Seca' e 'Via Breve' da Maçonaria.

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Portal dos Guardiães na Quinta da Regaleira

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 Portal dos Guardiães, estrutura cénica rematada por dois torreões laterais e por um mirante central, o qual se dissimula uma das entradas para o Poço Iniciático.

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 O Portal dos Guardiães é um espaço amplo, uma espécie de terraço, que proporcionou a Carvalho Monteiro a criação de um teatro na sua própria propriedade. Havia um espaço destinado à plateia, criando um anfiteatro, com uma acústica adequada. 

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Este portal consiste num túnel, que leva a meio do poço iniciático, guardado por dois tritões.

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 Surgem novamente as referências à mitologia uma vez que, na Divina Comédia, Cérbero aparece como guardião da entrada do inferno.

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 Na Regaleira, o poço tem uma ideia de inferioridade e, à semelhança da obra clássica, guardiões a protegê-lo. No meio destes dois tritões, está um búzio que, por sua vez, tem outro búzio mais pequeno no seu interior, surgindo como uma analogia ao útero e/ou ao ouvido interno. De facto, em alguns rituais iniciáticos (sempre muito presentes na Regaleira), a audição era essencial, como elemento primordial da criação.

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Patamar dos deuses, entrada da Quinta da Regaleira

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Patamar dos deuses, que é composto por 9 estátuas de deuses greco-romanos, A mitologia clássica foi uma das inspirações de Carvalho Monteiro para os jardins da Regaleira.

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 O terraço onde estátuas de vários seres divinos estão alinhadas ao longo do caminho. Aqui encontramos doze figuras da mitologia greco-romana que devem ser interpretadas como as doze Hierarquias Criadoras, representadas nos signos do Zodíaco assim com a estátua de um leão (que data já da época em que a Quinta era pertença da Baronesa da Regaleira), que é uma representação do sol que equivale na Alquimia ao Ouro.

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É marcado pelo alinhamento de 9 estátuas de divindades clássicas, figurando Fortuna, Orfeu, Vênus, Flora, Ceres, Pã, Dionísio, Vulcano e Hermes.

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 O lado Místico, logo à entrada, o imenso Jardim e seus espaços edénicos, a representação do microcosmos, é revelado pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério.  O 'Paraíso'  é materializado em coexistência com  "inferius"  - um mundo subterrâneo pelo qual o neófito seria conduzido pelo fio de Ariadne da Iniciação -  concretiza-se pois com estes cenários a representação duma  viagem iniciática, qual "vera peregrinatio mundi", por um caminho simbólico onde podemos sentir a Harmonia das Esferas e perscrutar o alinhamento de uma ascese de consciência que viaja pelas grandes epopeias.  

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 Nele se vislumbram referências à mitologia, ao Olimpo, a Virgílio, a Dante, a Camões, à missão templária da Ordem de Cristo, a grandes místicos e taumaturgos, aos enigmas da Arte Real, à Magna Obra Alquímica"... 

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 Leão da Baronesa da Regaleira

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 Mercurio

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Mercurio

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 Leão que representa o Sol na alquimia do ouro

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 Mercurio

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 Entrada e Saida da Quinta

 

Jardins da Quinta da Regaleira

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 Bosque, ou mata que ocupa a maioria do espaço da Quinta, não está disposta ao acaso. Começando mais ordenada e cuidada na parte mais baixa da quinta, mas, sendo progressivamente mais selvagem até chegarmos ao topo. Esta disposição reflete a crença no primitivismo de Carvalho Monteiro.

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 Constituído por árvores exóticas e vegetação abundante integrada de forma harmoniosa com a vegetação autóctone, que compõe um curioso percurso de características marcadamente cenográficas e que nos dão a ideia de uma viagem de cariz iniciático, isto é, a passagem de uma a outra dimensão. Opera-se em cerimónias de iniciação, por meio de encenações e rituais de carácter mágico, nos quais o neófito recebe o segredo da transmutação, aceita a filiação no grupo de companheiros e acede a um nível espiritual superior.

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 O passeio pelos jardins e pelo bosque faz-se por caminhos de ascensão, partindo das zonas delicadas e subindo até à floresta espontânea, onde a vegetação é plantada sem ordem aparente, tão ao gosto da sensibilidade romântica vigente durante o século XIX. À medida que vamos subindo, a vegetação começa a tornar-se mais densa e selvagem, aqui e acolá vamos sendo surpreendidos com recantos simplesmente encantadores.

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 Constituído por diversas espécies arbóreas, algumas delas dispostas formalmente, em redor do palácio e outras formando a mata. As principais espécies existentes são palmeiras, tílias, camélias, castanheiros, castanheiros da índia, carvalhos, carvalhos americanos, carvalhos negrais, carrascos, sobreiros e azinheiras.

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 Tanto no jardim como na mata existem diversas estruturas arquitetónicas, tais como, a alameda dos Leões, que comunica com o Patamar dos Deuses, junto ao palácio, ritmado por estatuária de diversos deuses, vários lagos, com é exemplo o lago dos cisnes, fontes diversas, nomeadamente a Fonte do Ibis, o Jardim ou Terraço das Quimeras, com fonte central de tanque circular, decorada por figuras fantásticas, búzios e conchas e rodeada por latada de glicínias.

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 É ainda exemplo, a antiga casa do zelador, conhecida por Casa da Renascença, com fachadas em alvenaria de pedra, rematadas por merlões, o poço iniciático, com descida interior helicoidal, em redor das paredes do mesmo, o Terraço Celeste e a entrada dos guardiões, a Torre da Regaleira, e diversas grutas artificiais, como é o caso da Gruta da Leda. Todo o jardim é irrigado por um complexo sistema de rega, composto por cerca de dez minas, um aqueduto e doze depósitos.

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 Camélias

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 Menir

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Brincos de princesa  

 

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Aloe Vera

 

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Quinta da Regaleira - Sintra - Portugal

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 Um dos locais mais mágicos de Portugal, em pleno centro histórico de Sintra, a Quinta e Palácio da Regaleira.

O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também é designado Palácio do Monteiro dos Milhões, associada à alcunha do seu primeiro proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro. O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.

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D. António Augusto Carvalho Monteiro e a sua mulher

 Carvalho Monteiro, com o arquiteto italiano Luigi Manini, faz na quinta de 4 hectares, um palácio, rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, os Templários e Rosa-cruz. Modela o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitetura românica, gótica, renascentista e manuelina.

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 Localizada (Quinta da Regaleira, 2710-567 Sintra) em pleno Centro Histórico de Sintra e bem perto do Palácio de Seteais, a quinta beneficia do microclima da serra de Sintra, que muito contribui para os luxuriantes jardins e os nevoeiros constantes que adensam a sua aura de mistério.

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 A documentação histórica relativa à Quinta da Regaleira é escassa para os tempos anteriores à sua compra por Carvalho Monteiro.

Construída entre 1904 e 1910, no derradeiro período da monarquia, este maravilhoso lugar terá pertencido aos capuchinhos ou franciscanos nos séculos XV-XVI e talvez fosse dos trinitários desde os finais do século XIII.

Sabe-se que, em 1697, José Leite era o proprietário de uma vasta propriedade nos arredores da vila de Sintra, que hoje integra a Quinta.

Francisco Albertino Guimarães de Castro comprou a propriedade (conhecida como Quinta da Torre ou do Castro em 1715), em hasta pública, canalizou a água da serra a fim de alimentar uma fonte aí existente. Em 1800 são cedidas provisoriamente, sendo que por volta  do ano 1830 na posse de Manuel Bernardo, já chamada Quinta da Torre é batizada de Regaleira pelos muitos benefícios que se deu ao espaço reconstruído.

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 D. Ermelinda Allen Monteiro de Almeida 1ª Baronesa da Quinta da Regaleira

Em 1840, a Quinta da Regaleira é adquirida por uma viúva, filha de uma negociante do Porto, de apelido Allen, que mais tarde foi agraciada com o título de Baronesa da Regaleira das mãos de D. Fernando II. Data deste período a construção de uma casa de campo que é visível em algumas representações iconográficas de finais do século XIX.

A história da Regaleira atual principia em 18932, ano em que os barões da Regaleira vendem a propriedade ao Dr. António Augusto Carvalho Monteiro que a comprou por 25 contos de réis para fundar o seu lugar de eleição a 11 de Dezembro de 1893, a propriedade entra na sua posse.  Em 1896 ele anexa, à Quinta, parte do terreno do Campo dos Seteais, ficando aquele espaço com 5 hectares.  Detentor de uma fortuna prodigiosa que lhe valeu a alcunha de "Monteiro dos Milhões", associou ao seu singular projeto de arquitetura e paisagem o génio criativo do arquiteto e cenógrafo italiano Luigi Manini (1846-1936) bem como a mestria dos escultores, canteiros e entalhadores que com ele haviam trabalhado no Palace Hotel do Buçaco. Homem de espirito científico, vastíssima cultura e rara sensibilidade, bibliófilo notável, colecionador criterioso e grande filantropo, deixou impresso neste "livro de pedra" (A Regaleira) a visão de uma cosmologia, síntese de memória espiritual da humanidade, cujas raízes mergulham na Tradição Mítica Lusa e Universal...

A maior parte da construção atual da quinta teve início em 1904 e estava terminada em 1910.

A quinta foi vendida a Waldemar d'Orey em 29 de Março de 1949 que realizou trabalhos profundos de restauro e recuperação da casa principal para poder acolher a sua numerosa família, assim como os jardins e o sistema de captação de água, tendo ficado na posse desta família durante quase 39 anos até que a 13 de Janeiro de 1988 foi vendida à firma Shundo Sanko do grupo Aoki Corporation. Em 1997, a Câmara Municipal de Sintra adquire este valioso património, iniciando pouco depois um exaustivo trabalho de recuperação do património edificado e dos jardins. Atualmente, a Quinta da Regaleira está aberta ao público e é anfitriã de diversas atividades culturais.

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Carvalho Monteiro tinha o desejo de construir um espaço grandioso, em que vivesse rodeado de todos os símbolos que espelhassem os seus interesses e ideologias. Conservador, monárquico e cristão gnóstico, Carvalho Monteiro quis ressuscitar o passado mais glorioso de Portugal, daí a predominância do estilo neomanuelino com a sua ligação aos descobrimentos. Esta evocação do passado passa também pela arte gótica e alguns elementos clássicos. A diversidade da quinta da Regaleira é enriquecida com simbolismo de temas esotéricos relacionados com a alquimia, Maçonaria, Templários e Rosa-cruz.

 

Dois triângulos, fogo e água, laranja (falo) e a

Quinta composta por palacete, cavalariças, capela separada da casa, casa do porteiro, casa do Conrado, casa da Renascença, torre, poço subterrâneo, lagos, fontes, grutas, bancos e outros elementos, todos eles integrados numa vegetação luxuriante de jardim e mata.

 

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 Frequentemente diversos elementos arquitetónicos e decorativos existentes no palácio e na quinta são associados a símbolos maçónicos, tais como o poço iniciático, o terraço do mundo celeste, o Portal dos guardiões com a entrada para a gruta, o banco do "515", a gruta de Leda, a águia com seios, o athanor goliardo da capela, o ouroboro na entrada do palácio, a pintura das três Graças, do antigo escritório de Carvalho Monteiro, o Delta Luminoso existente na entrada da capela, etc.; parte do primitivo mobiliário do palácio foi construído com madeira de castanheiros da quinta e outra parte comprado no Antiquário Lisboeta, à exceção dos móveis da capela, da sala de jantar, sala de bilhar e o trono.

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 Carvalho Monteiro decidiu construir o palácio à beira da estrada, não só pela vista, mas porque pretendia adquirir a Quinta do Relógio, que fica em frente e ligá-la à Regaleira através de uma ponte. Grande parte dos artistas permaneceram em Coimbra, na oficina de João Machado, de onde se enviaram as obras, mas outros, como os irmãos Fonseca, fixaram-se em Sintra.

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 Toda a Quinta denota requinte e bom gosto, apresentando toda uma simbologia sagrada de pendor Judaico-Cristã e Gnóstica com iconologia aqui e ali inspirada na Tradição Hermética da Alquimia. Tudo está no lugar certo, tudo obedece aos cânones da Tradição e do Templo, cuja decifração obriga à iniciação na leitura superior ou francamente espiritual, onde a mensagem velada numa peça cola com a de outra e outra, cada qual um capítulo, todos juntos formando um extraordinário Liber Mutus que é toda a Regaleira.

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 Aqui se encontram referências à Mitologia, ao Olimpo, a Virgílio, a Dante, a Miltom, a Camões, a grandes místicos e taumaturgos, aos enigmas da Arte Real. Cada recanto do jardim é um local especial, romântico e que foi projetado com extrema minúcia.

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