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O Dia de Maio e os Maios ou Maias no Algarve

 

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Festejar a Primavera, a Natureza e a abundância

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No dia 1 de Maio é dia de festa. Os festejos populares que o assinalam estão bastante enraizados na população algarvia, e incluem saídas para o campo, piqueniques, caracoladas, danças e cantares.

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 A tradição manda “Atacar o Maio” comendo figos secos condimentados com erva-doce, acompanhados com aguardente de medronho e em Olhão terra da minha mãe também para além dos Caracóis à algarvia a minha avó (avó Cecília) fazia a famosa Vila de ameijoas de Olhão e ainda o Xarém ou Papas de milho.

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Ao final da manhã, o destino é o campo para o indispensável piquenique. Em algumas localidades há atuação de bandas de música e ranchos folclóricos, como em Alte, Alcoutim, Odeleite, Paderne, Monchique e Albufeira.

 

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 Festa do M:

M de Mel, M de Milho, M de Medronho. Desta feliz conjugação resulta uma outra festa tradicional que se realiza no primeiro dia do mês de Maio, em Monchique, rica nestes produtos. Nada como fazer uma visita para experimentar as especialidades acabadinhas de sair das mãos das doceiras como é o exemplo do Bolo de Maio, Bolo de Milho ou Bolo de Tacho.

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Xarém%20com%20Conquilhas.jpgMaios ou Maias

Nos três primeiros dias de Maio, é também tradição arranjarem-se grandes bonecos de trapos, enfeitá-los e colocá-los em cima do telhado ou no jardim; chamam-se “Maios” ou “Maias”, consoante o sexo representado. Estes bonecos personificam a Primavera e a fecundidade, e a origem desta tradição estará em certos costumes da Roma pagã, ligados ao culto da natureza.

É uma das tradições do 1 de maio. Os Maios, bonecos do tamanho dos humanos, saem à rua em algumas zona do país, mas no Algarve assumem contornos de crítica política e social. As pessoas que os confecionam colocam-nos logo ao nascer do sol à porta ou à beira da Estrada, durante este dia.

A crítica social e política está sempre presente nesta tradição dos Maios. Um tom de crítica que já vem do tempo da ditadura. Mas, como refere Joaquim Botinas, que reavivou há cerca de três décadas este hábito no concelho de Olhão, ao povo não faltam alvos.

A tradição diz que os Maios devem ser colocados na rua antes do nascer do sol.

Em vários locais do Algarve, como Alte ou Estoi, podem ser vistos nas ruas, mas é na estrada Nacional 125, entre Olhão e a Fuzeta, que se fazem filas de carros para os apreciar e rir das quadras que transportam.

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1° de maio, Dia do Trabalhador

noticia-foto_2011-04-30-11-04-48.jpgTodos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador.

 

As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX.

Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde!

Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão. Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão.

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Foi com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, data de origem deste dia, realizou-se uma manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA.

A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos.

Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago", por causa das pessoas que foram feridas e mortas só por estarem a lutar pelos seus direitos.

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 No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de três manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos polícias que começavam a dispersar os manifestantes matando um agente, na rixa que se seguiu sete outros morreriam. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. No seguimento cinco sindicalistas serão condenados à morte e três condenados a pena perpétua. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haimarcet.

Três anos mais tarde, no dia 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. A 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

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Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.

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Cartaz da Rússia, alusivo ao dia 1 de maio (Trabalhadores não têm nada a perder 1919)

 

Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

Até 1886, os trabalhadores jamais pensaram exigir seus direitos, apenas trabalhavam.

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Porto by Henrique Matos

 

Em Portugal, os trabalhadores assinalaram o 1.º de Maio logo em 1890, o primeiro ano da sua realização internacional. Mas as ações do Dia do Trabalhador limitavam-se inicialmente a alguns piqueniques de confraternização, com discursos pelo meio, e a algumas romagens aos cemitérios em homenagem aos operários e ativistas caídos na luta pelos seus direitos laborais.

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 Com as alterações qualitativas assumidas pelo sindicalismo português no fim da Monarquia, ao longo da I República transformou-se num sindicalismo reivindicativo, consolidado e ampliado. O 1.º de Maio adquiriu também características de ação de massas. Até que, em 1919, após algumas das mais gloriosas lutas do sindicalismo e dos trabalhadores portugueses, foi conquistada e consagrada na lei a jornada de oito horas para os trabalhadores do comércio e da indústria.

 Mesmo no Estado Novo, os portugueses souberam tornear os obstáculos do regime à expressão das liberdades. As greves e as manifestações realizadas em 1962, um ano após o início da guerra colonial em Angola, são provavelmente as mais relevantes e carregadas de simbolismo. Nesse período, apesar das proibições e da repressão, houve manifestações dos pescadores, dos corticeiros, dos telefonistas, dos bancários, dos trabalhadores da Carris e da CUF. No dia 1 de Maio, em Lisboa, manifestaram-se 100 000 pessoas, no Porto 20 000 e em Setúbal, 5000.

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 Ficarão como marco indelével na história do operariado português, as revoltas dos assalariados agrícolas dos campos do Alentejo, que tiveram o seu grande impulso no 1.º de Maio de 62. Mais de 200 mil operários agrícolas que até então trabalhavam de sol a sol, participaram nas greves realizadas e impuseram aos agrários e ao governo de Salazar a jornada de oito horas de trabalho diário.

Claro que o 1.º de Maio mais extraordinário realizado até hoje, em Portugal, com direito a destaque certo na história, foi o que se realizou oito dias depois do 25 de Abril de 1974.

Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.

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 O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).

No Algarve, assim como na Madeira e Açores é costume a população fazer piqueniques e são organizadas algumas festas nas regiões.

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 Dia do Trabalhador no mundo

 

Muitos países em todos os continentes celebram o dia 1° de maio como Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho, Dia Internacional do Trabalhador ou Dia de Maio, embora o termo Dia de Maio ainda se refere ao significado original em muitos desses países que ainda celebram esse feriado. Em países onde o dia 1° de maio não é feriado oficial demonstrações são organizadas nesse dia em defesa dos trabalhadores.

 

Alguns países celebram o Dia do Trabalhador em datas diferentes de 1° de maio:

 

Em Moçambique durante o período colonial (até 1975), os moçambicanos estavam proibidos de celebrar o 1º de Maio em virtude da natureza repressiva do regime colonial português. No entanto, houve manifestações de trabalhadores moçambicanos, em particular em Lourenço Marques (atual Maputo), contra o modo de relações laborais existente naquele período.

Após a Independência Nacional, o Dia do Trabalhador é celebrado anualmente, e com o passar dos anos, com as reformas políticas, económicas e sociais que o país sofreu a partir de finais da década de 80, registrou-se um crescimento do movimento sindical em Moçambique. A primeira instituição sindical no país foi a Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM), que veio depois a impulsionar o surgimento de novos movimentos sindicais, cada vez mais específicos de acordo com os sectores de atividade.

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No Brasil é costume os governos anunciarem o aumento anual do salário mínimo no dia 1 de maio.

No calendário litúrgico celebra-se a memória de São José Operário por tratar-se do santo padroeiro dos trabalhadores.

Com a chegada de imigrantes europeus no Brasil, as ideias de princípios e leis trabalhistas vieram junto. Em 1917 houve uma Greve geral. Com o fortalecimento da classe operaria, o dia 1º de Maio foi declarado feriado pelo presidente Artur Bernardes em 1925.

Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha-se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.

Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas socioeconómicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PDT) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria. Na maioria dos países industrializados, o 1º de maio é o Dia do Trabalho. Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes.

Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em 01 de maio de 1943.

 

Nova Zelândia celebra o Dia do Trabalho na quarta segunda-feira de outubro em homenagem à luta dos trabalhadores locais que levou à adoção da jornada diária de 8 horas décadas antes da greve geral que resultou no massacre nos EUA.

 

Na Austrália o Dia do Trabalho varia de acordo com a região.

 

Estados Unidos e Canadá celebram o Dia do Trabalho na primeira segunda-feira de setembro, escolhido propositalmente para que não fosse lembrado o massacre de 1° de maio.

 

O Dia do Trabalhador também tem sido turbulento na Turquia, muitas vezes violento e mortal. Este ano fica marcado por uma originalidade: o regime não quis proibir diretamente a manifestação tradicional na Praça Taksim. Mas começou uma renovação completamente desproporcionada para impedir a chegada a concentração de trabalhadores e intelectuais no local histórico.

 

No Japão, o 1° de maio é comemorado a… 23 de novembro, desde 1948. É chamado de Kinrou Kansha no Hi ( きんろうかんしゃのひ / 勤労感謝 の日), que traduzindo seria “Dia da Ação de Graças ao Trabalho“.

Dia do Trabalhador na cidade de Mumbai, na Índia.

 Dia do Trabalhador na cidade de Mumbai, na Índia

 

Muito antes de ser considerado o Dia do Trabalhador, 1 de maio foi dia de outros factos históricos.

 

Em 1500, Pedro Álvares Cabral tomou posse da Ilha de Vera Cruz (atual Brasil), em nome do Rei de Portugal.

 

Já em 1707, passou a vigorar o Tratado de União, que transformou os reinos da Inglaterra e da Escócia em Reino Unido. A ópera ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart, estreou em Viena, Áustria, neste dia, em 1786. E em 1834 foi abolida a escravatura nas colónias inglesas.

 

No primeiro dia de maio de 1960, iniciou-se uma crise diplomática entre antiga União Soviética e os EUA, com o abate do U-2, um avião espião norte-americano, pilotado por Francis Gary Powers.

 

O automobilismo sofre uma grande perda num 1° de maio: em 1994, no Grande Prémio de San Marino, o brasileiro Ayrton Senna sofreu um acidente grave e morreu no mesmo dia.

 

A 1 de maio de 2004, a União Europeia cresceu, com a entrada de mais dez países: República Checa, Hungria, Chipre, Eslováquia, Polónia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Malta.

 

E em 2011, 1 de maio foi dia da beatificação do Papa João Paulo II, exatamente no dia em que Barack Obama disse “We got him”, referindo-se ao terrorista Osama Bin Laden, capturado e morto numa operação norte-americana, no Paquistão.

 

Nasceram neste dia Jean de Joinville, escritor francês (1225), Aleksey Khomyakov, poeta russo (1804), e Sidónio Pais, presidente da República de Portugal (1872).

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Sorriso audível das folhas - Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

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Sorriso audível das folhas


Não és mais que a brisa ali.
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.

Ri, e olha de repente,
Para fins de não olhar,
Para onde nas folhas sente
O som do vento passar.
Tudo é vento e disfarçar.

Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou;
E estamos os dois falando
O que se não conversou.
Isto acaba ou começou?

© FERNANDO PESSOA
27-11-1932
In Poesias, 1942
Ed. Ática, Lisboa

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